/Johanna BILLING/

Magical World, 2005, DVD, 06.12 min/Loop
Um filme de A film by Johanna Billing; Cinematógrafo Cinematographer: Manne Lindwall; Arranjo Musical Musical Arrangements: Petra Ježutković
Canção original Original Song by Sidney Barnes 1968 (Chevis Music publishing Corp, BMI)
Com a participação de Featuring: Petra Ježutković, Sonja Borić, Tadej Horwatić-Cajko, Mara Matic-Soldan, Ena & Sara Anicić, Lenka, Martin & Josip Mestrić, Klara & Lucija
Petrać, Ivana Leksić, Nikolina Penić, Zvonomir Retkovać, Mane Galoviæ & Tomislav Djurinec
Co-produção Co-produced by WHW- What, How and for Whom/Rooseum; Assistente de Produção Production Assistant: Sonja Borić

Mundo Mágico foi filmado durante um dia de verão em 2005, num centro de tempos-livres em Dubrava, um subúrbio de Zagreb. O filme apresentado em loop e, portanto, sem fim, apresenta filmagens de crianças ensaiando a canção de 1968 "Mundo Mágico", do grupo Rotary Connection (escrita por Sidney Barnes), e insurge-se como um hino para um futuro incerto e apresenta um vislumbre de um país em transformação. Rotary Connection foi uma das primeiras bandas nos EUA com elementos de várias raças, tocando uma mistura entre o psicadélico do pop-rock e da soul music. Ativa durante as convulsões sociais e os movimentos de direitos civis da década de 1960, refletiam, nas suas canções pessoais, um desejo de mudança, sem ser - na época - explicitamente políticos. O filme justapõe o contexto histórico desta canção com a vida real de uma geração de crianças que crescem num país relativamente jovem, encarando o rápido desenvolvimento face a exigências europeias para o futuro na integração do grupo de Estados-Membros. As crianças, que nasceram após as guerras jugoslavas da década de 1990, realizam uma versão assustadora e esperançosa com reserva e orgulho. Num Inglês forçado e recém-aprendido, um jovem menino croata canta os enigmáticos e desafiadores primeiros versos: “Why do you want to wake me from such a beautiful dream? Can’t you see that I am sleeping? We live in a Magical World...”. As imagens sucedem-se da sala de música para o exterior, captando o ambiente desgastado deste centro cultural que foi construído na década de 1980, mas que foi deixado inacabado, espelhando uma comunidade que ainda recupera da dissolução da ex-Jugoslávia.

Johanna Billing, 2013©


Johanna Billing nasceu em 1973, em Jönköping, Suécia. Estudou em Konstfack, Colégio Internacional das Artes, Artesanato e Design, em Estocolmo, onde tem vivido e trabalhado com cinema, vídeo e performance, desde que se graduou em 1999. Exposições individuais importantes e recentes incluem ”I’m Gonna Live Anyhow until I Die”, The Mac, Belfast (2012), "I'm Lost without your Rhythm", Modern Art Oxford, ”Moving In, Five films”, Grazer Kunstverein, Graz, (2010), ”Tiny Movements”, ACCA, Melbourne, "I'm Lost without your Rhythm", Camden Art Centre (2009), ”Taking Turns”, Kemper Museum, Kansas City, ”This is How We Walk On The Moon”, Malmö Konsthall, Malmö (2008); "Forever Changes ", Museum für Gegenwartskunst, Basel e ”Keep on Doing”, Dundee Contemporary Arts, Dundee (2007). Tem participado em mostras como a 4ª Trienal de Auckland,”Last ride in a hot balloon”, Auckland (2010), Documenta 12, Kassel (2007); Bienal de Singapura (2006), 9ª Bienal de Istambul; 1ª Bienal de Moscovo (2005) e 50ª Bienal de Veneza (2003). Johanna gere paralelamente também a produtora Make it Happen, com o seu irmão Anders, produzindo e organizando apresentações ao vivo.

Magical World was shot during a summer day in 2005 in a free after-school center in Dubrava, a suburb of Zagreb. The looped and therefore never ending footage of children rehearsing the 1968 Rotary Connection song “Magical World” (written by Sidney Barnes) acts as an anthem for an uncertain future and presents a glimpse of a country in transformation. Rotary Connection was one of the first racially mixed bands in the US, playing a mix between psychedelic pop- rock and soul music. Active during the social upheavals and the civil rights movements of the 1960s, they reflected, in their personal songs, a desire for change without being – at the time - explicitly political. The film juxtaposes the historical context of this song with the real life of a generation of children growing up in a relatively young country facing the fast-paced development taking place in the face of European demands for future integration into the group of member states. The children, who were all born after the Yugoslav wars of the early 1990s, deliver a haunting and hopeful rendition with reservation and pride. In forced and newly learned English, a young Croatian boy sings the enigmatic and defiant first lines; “Why do you want to wake me from such a beautiful dream? Can’t you see that I am sleeping? We live in a Magical World...” The images move from inside the music room to the outside, capturing the worn down surroundings of this cultural centre that was constructed in the 1980’s but has been left unfinished, mirroring a community still recovering from the break-up of the former Yugoslavia.

Johanna Billing, 2013©


Johanna Billing was born in 1973 in Jönkoping, Sweden. She attended Konstfack, International College of Arts, Crafts and Design, in Stockholm where she has lived and worked with video, film and performance since graduating in 1999. Recent major solo exhibitions include ”I’m Gonna Live Anyhow until I Die”, The Mac, Belfast (2012), "I'm Lost without your Rhythm", Modern Art Oxford, ”Moving In, Five films”, Grazer Kunstverein, Graz, (2010), ”Tiny Movements, ACCA, Melbourne, ”I’m lost without your rhythm, Camden Art Centre (2009), ”Taking Turns”, Kemper Museum, Kansas City; ”This is How We Walk On The Moon”, Malmö Konsthall, Malmö (2008); ”Forever Changes”, Museum für Gegenwartskunst, Basel and ”Keep on Doing”, Dundee Contemporary Arts, Dundee (2007). She has participated in survey shows such as 4th Auckland Triennial,”Last ride in a hot balloon”, Auckland (2010), Documenta 12, Kassel (2007); Singapore Biennale (2006), 9th Istanbul Biennial; 1st Moscow Biennale (2005) and 50th Venice Biennale (2003). Johanna parallel also runs the record label Make it Happen with her brother Anders publishing music and arranging live performances.